3 Erros de Miguel Sousa Tavares no caso Freedomtocopy

…e um erro do autor do Freedomtocopy.
No meio de toda a confusão, Miguel Sousa Tavares (MST) não fez qualquer controlo de danos. Ninguém é perfeito e isso ajusta-se a ele e ao autor do freedomtocopy.

A Arrogância

Foi a imagem que ficou da postura de MST, pela má escolha de palavras e pela atitude de desafio. É normal que ele se sinta atacado e tenha uma postura defensiva, até mesmo de ataque. Mas há formas e meios de defesa mais adequados em casos com este nível de exposição.

O Ataque

Pelo que percebi, MST generalizou o anonimato e a postura do blogger do freedomtocopy. O resultado foi uma vaga de defesa por parte dos bloggers em geral. Se MST tivesse evitado esta generalização e concentrado as criticas ao freedomtocopy, tinha encontrado uma resistência menor à sua defesa. Em vez disso o freedomtocopy foi ganhando eco na blogosfera, que ressoou mais alto quando o blog muda subitamente de dono.

Colocar o processo em tribunal também não deverá ajudar muito. Um blog é comparável à conversa de café. Se me apetecer dizer que o presidente do clube X está a prejudicar a equipa e argumentar essa ideia, não vou ser processado. É uma opinião minha, sou livre de a exprimir e cada um é livre de concordar e discordar.

O Diálogo

Neste caso, a falta dele. Teria sido uma boa oportunidade de por à prova um blog … se MST tivesse um. Mas fora da blogosfera, voltamos à postura pouco receptiva, às declarações para os jornais, e à reacção de tudo isso dentro e fora dos blogs.

O autor do freedomtocopy errou de forma mais directa (e assumida diria eu). Optou pelo anonimato e começou pelas acusações. Acredito que teria sido mais eficaz começar pelos argumentos. Também não fez seguimento aos artigos iniciais, se é que teve essa oportunidade.

Gostava de saber se MST tinha outro livro planeado. Porque se tinha, ou tem, os bloggers vão estar muito interessados.

One thought on “3 Erros de Miguel Sousa Tavares no caso Freedomtocopy”

  1. por acaso o MST está neste momento a escrever um novo livro. quando questionado sobre os 200 mil exemplares do Equador vendidos ele até falou um pouco da história. não me recordo do tema, mas não me admirava nada que fosse sobre um jornalista comentador acusado de plagiar um livro sobre a exploração esclavagista em São Tomé e Príncipe.

    o novo livro deve estar para sair até porque ele não pode perder de visto o «Orelhas» que já vai no terceiro…

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