7 Princípios de ética para blogs

Alguns de voçês já devem conhecer o código deontológico dos jornalistas. Como já tinha falado de ética e blogs, tirei uns minutos para o re-ler e transportar algumas ideias para o blogging Pro-Blogging e a produção de conteúdos online:

  1. O blogger deve ser honesto no que publica. Porque nem sempre tem formação na área ou formação em comunicação e porque sendo independente não tem as ferramentas para obter toda a informação disponível.
  2. Um blogger não aceita plágio e inclui sempre os links para o autor original. A acusação só se aceita quando existem provas.
  3. A Qualidade dos conteúdos é importante para qualquer blog, devemos esforçar-nos para a manter elevada para o bem da comunidade.
  4. O blogger aceita as opiniões contrárias expressas nos comentários do blog, desde que as mesmas respeitem os princípios da boa educação. Os blogs não devem ser palco para guerras pessoais.
  5. Um bom blogger não precisa de se esconder em pseudónimos e aceita a responsabilidade pelo que publica.
  6. Sempre que existam ligações pessoais que possam comprometer a imparcialidade, o blogger assume-as.
  7. O blogger respeita a diferença e defende a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

3 thoughts on “7 Princípios de ética para blogs”

  1. Nada a dizer quanto a estas 7 regras.
    Todavia, penso que apenas podem ser aplicadas a blogs que se dedicam a veicular notícias, e não aqueles que são usados apenas como uma forma de expôr poemas, fotos, animais de estimação ou como uma forma de diário. No fundo um blog de âmbito pessoal. Este tipo de blog talvez seja o mais abundante na blogosfera, mais uma vez “penso eu de que”.
    Qual a ética aplicável a este tipo de blog?

    Eu acho que o blog pessoal não é obrigado a ter qualquer tipo de ética. Em primeiro, porque é pessoal. Em segundo só lá vai quem quer.
    Podem falar de sexo, dizer palavrões, mostrar fotos ou vídeos porno, etc..
    Who cares?

    Outro pormenor que me causa imensas dúvidas, já motivo de um post meu, é a menção das fontes. Concretizando:
    – Se eu leio em qualquer sítio uma dada notícia, que por sua vez menciona outra fonte, e assim sucessivamente, o que devemos fazer?
    Apenas mencionar a que acedemos em primeiro lugar?
    Este, até poderá ser o autor original, mas quando não é?
    Seremos, então, obrigados a publicar toda a árvore de link’s?
    E mesmo quando chegamos ao fim do caminho como ter a certeza que é esse o autor original?

    Agora pensemos doutra forma:
    -E quando a notícia original estava errada e ao longo do desenvolvimento foi sendo alterada de forma a transparecer a verdade?
    O que devemos fazer?

    Ainda outra forma de ver as coisas:
    -Mesmo os jornalistas, apesar do código deontológico, não são isentos nas notícias que transmitem. Como exemplo, lembro-me assim de imediato de 4 ou 5 que conheço que estão avençados a Gabinetes de Comunicação de Partidos Políticos, Governo Regional e Câmaras Municipais. Ninguém me convence que sejam totalmente isentos. Porque exigir isso a um blogger?
    -Quando um blog é uma fonte de notícias de um Partido Político, Associação ou ainda algum Movimento, como se pode aplicar, por exemplo, a regra nº 4?

    Claro que quanto à regra nº 7 ninguém terá qualquer dúvida, mas mesmo assim existem muitas excepções à regra e algumas destas estarão plenamente convencidas que a razão lhes assiste.

    Chamo mais uma vez a atenção que estas são as minhas dúvidas.

    @braço.

  2. Obrigado pelo contributo joca :)
    Concordo com a tua visão sobre os blogs pessoais e tomei a liberdade de actualizar o meu post para incluir só o pro-blogging. Mas acho que estes princípios não se aplicam só a blogs de noticias. Tudo o que for produção de conteúdos informativos ou educativos beneficia de algumas bases de ética. Mesmo quando se trata da opinião pessoal.
    E realmente, há algumas coisas que eu disse que não se aplicam totalmente aos blogs pessoais. Dai serem princípios e não regras. São linhas que eu acho que devíamos tentar seguir, e que devem estar em permanente debate.
    Na questão dos links, torna-se impraticável colocar toda a série de fontes. E se os jornalistas ou bloggers em causa foram rigorosos no seu trabalho, então a mensagem não se irá deturpar com este percurso. Se a notícia começou como falsa e a verdade foi sendo revelada… então é bom sinal. Significa que a web funciona bem.
    Também tens razão quando dizes que nem todos os jornalistas são isentos. No entanto acho que devemos pedir aos bloggers que pelo menos a assumam, que a tornem pública para que os leitores possam ter uma opinião informada.
    A minha razão para isto está nos ataques constantes à blogosfera, como palco de intrigas e rumores. Se é mais fácil ter uma presença anónima através de blogs, então devemos usar a honestidade como marca de qualidade.
    Se o blog pertence a um partido ou organização e nele tentamos controlar as opiniões expressas só porque são diferentes… então o melhor era desligar a possibilidade de comentar os artigos ou nem sequer ter aberto o blog. Os blogs destinam-se ao diálogo, à procura de ideias diferentes e à criação livre de conteúdos. Se não nos sentimos confiantes ao ponto de dar esse passo, tudo bem. Ninguém é obrigado a entrar no diálogo. Mas se o fazemos e temos uma postura fechada… isso anula todo o objectivo. Por isso é que os blogs corporativos devem ser geridos pelos gabinetes de comunicação e assinados pelos responsáveis da organização.

  3. Não é preciso agradecer. 😉
    Tens aqui um bom blog, diferente da “normalidade”. É com todo o prazer que “deixo aqui o meu contributo”, ou discuto.
    Concordo com tudo o que disseste. Forçosamente, terá que existir uma forma de “validação” da informação que hoje em dia é (re)transmitida nos blog’s, quanto mais não seja por uma questão de “acreditação” dos conteúdos.
    Um dos maiores riscos, que prevejo, é fornecer qualquer tipo de informação de uma forma muito facilitada. A subsequente inacção poderá degenerar numa geração “info-zombie”. :)
    Contudo, também sou apologista que, mesmo nos blog’s, a teoria da selecção natural existe.
    Veremos.
    @braço.

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