Bushidō – O caminho das Relações Públicas

Num post falei de duas formas de entender as relações públicas. Como doutrina e como ferramenta da organização.

Falar de Relações públicas como doutrina seria o suficiente para encher um livro. Mas queria deixar aqui os pontos base desta ideia.

Nos dias de hoje podemos fazer um paralelo interessante entre a função do profissional de Relações Públicas e a base do Bushidō. O termo refere-se ao Caminho do Samurai, os princípios pelos quais estes se guiavam na sua vida em sociedade. Este caminho guiava-se pela busca das 7 Virtudes:

  1. Rectidão
  2. Coragem
  3. Benevolência
  4. Respeito
  5. Honestidade
  6. Honra
  7. Lealdade

Estes valores ainda são bastante actuais e ajudavam a tornar os samurais em modelos a seguir. Numa organização em que as relações públicas sejam vistas como doutrina não são estes valores que entram em jogo. Mas podiam ser. Conceitos como a rectidão, o respeito, a honestidade e a lealdade estão presentes nos Códigos de Ética de Relações Públicas (Código de Estocolmo, Código de Atenas, e Código de Lisboa por exemplo).

Como já mencionei noutro artigo, aplicar as relações públicas como doutrina significa que os valores que estas defendem têm de se estender a toda a organização. Mas no caso das relações públicas, o perfil profissional a transmitir está mais ligado a conceitos como:

  • Assertividade
  • Transparência
  • Profissionalismo
  • Esforço de Compreensão dos diferentes públicos
  • entre outros…

Trata-se portanto de fazer dos relações públicas uma figura a seguir. Carismática, com códigos de ética e deontologia fortes, para que contaminem de forma positiva o resto da organização. Tal como acontecia no Japão através da figura dos samurais.

Nesta ideia, as Relações Públicas têm de estar envolvidas na estratégia da organização. Conhecendo-a, providenciando feedback sobre o melhor caminho e tentando que todos os públicos se sintam parte integrante da mesma. Por isso também é importante conhecer a cultura da organização.

Como parte da estratégia, a cultura da organização é um factor importante no empenho e sentimento de pertença dos funcionários. Neste contexto, o profissional de Relações Públicas tenta influenciá-la para melhor, ou esforça-se para que ela se mantenha.

Ou seja, marca-se um caminho para a organização e o profissional de Relações Públicas tem como função facilitar a viagem.  Para o fazer, apoia-se nos princípios de ética e deontologia que a sua Doutrina defende.

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