Duas Analogias para a Web e as Relações Públicas

Este post cai na categoria de anotação pessoal. Quem me conhece já sabe que me baseio muito em analogias para explicar processos e fluxos de informação. Neste caso a analogia vai servir para explicar como entendo a web.

Podemos comprara a Web a um Àgora, a praça principal de uma cidade ateniense. De um modo simples, o àgora é um mercado e um fórum. As pessoas reuniam-se para trocar informação, comprar bens etc.

Nesta ideia, os blogs são comparáveis às conversas que decorrem no ágora. Existe troca de opiniões e podemos perceber quem são os oradores mais influentes pelo número de pessoas que se reúnem para ouvir e comentar. Mais tarde, estes espectadores iriam partilhar e comentar o que ouviram com os restantes membros do seu grupo social.

Vamos imaginar que este àgora está organizado em círculos. A blogosfera e os sites de notícias são em maior número e ocupam o centro, a venda de produtos e serviços fica na periferia.

Ao contrário do que acontecia antes, as organizações já não precisam tanto de infraestruturas físicas. Online, é possível organizar uma empresa e vender produtos ou serviços. Nos casos em que é preciso manter stock ou fazer um número elevado de entregas, é habitual recorrer ao outsourcing.

Cada novo elemento que surge na internet, tem efeitos. Seja um e-mail, um novo site ou apenas um comentário. Desde que seja um conteúdo novo, tem um impacto maior ou menor.

Se a Internet fosse um pequeno lago, estes impactos seriam representados por gotas de chuva. As ondas criadas seriam assim a medida de divulgação e importância do impacto. Neste modelo, o feedback surge como o recuo das ondas quando encontram um obstáculo: é sempre menor e nem sempre ocorre.

Dito isto, pode acontecer uma de três coisas:

  • As ondas podem conseguir ou não propagar-se por todo o lago;
  • Algumas entram em conflito, anulam-se ou uma mostra-se superior;
  • Outras podem ganhar força por não chocar directamente;

De modo prático, as ondas que ganham força pelo número e por não entrarem em conflito representam o marketing viral e o passa-a-palavra. Uma campanha de publicidade massiva por e-mail (vulgo spam), cria confusão por ser aleatória e os impactos anulam-se uns aos outros sem providenciar qualquer tipo de retorno útil.

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