Investimento em Comunicação Online

É comum ouvir a opinião de que investir em Comunicação Online é barato e que as maiores empresas estão a canalizar para a comunicação digital a maior parte do orçamento.

Mas aceitar que se trata de um meio de comunicação barato é aceitar um falso amigo.

Por um lado é verdade que os anúncios online não estão no mesmo patamar que os anúncios nos jornais ou na televisão. Se formos analisar os custos em software e alojamento, também vamos perceber que os valores não são propriamente elevados. Menos ainda se dermos o máximo de uso às ferramentas (software) para maximizar o retorno.

Mas a verdade é que a comunicação digital não é apenas publicidade. E se por um lado temos um potencial de alcance elevado pelo outro estamos a usar uma plataforma de comunicação que requer uma série de cuidados.

Sozinha, a fase de avaliação e planeamento requer um conjunto de conhecimentos e experiência que neste momento são bastante raros em profissionais de relações públicas. Even academics see some difficulty in teaching social media/ online PR.

E quando é aplicada uma táctica de comunicação é importante que seja feito um acompanhamento constante das reacções que origina.

Porque no fundo, investir em comunicação online é um investimento barato tendo em conta o potencial de alcance e eficácia. O que não signfica que os custos em ferramentas e mão de obra especializada sejam baixos.

Copyright da foto: the sinking financial markets by Pedro Moura Pinheiro

10 thoughts on “Investimento em Comunicação Online”

  1. Olá Bruno,

    este é um tema no qual me interesso bastante, primeiro porque faz parte do meu trabalho delinear estratégias de comunicação online, nomeadamente em torno do potencial dos portais, blogs, redes sociais, rpgs, nota de imprensa online, etc. e em segundo, porque academicamente é o fundo da minha investigação de mestrado.

    De facto, estamos a falar de um conjunto de soluções pouco testadas, com efeitos diferentes do de outras ferramentas e meios de comunicação (como de massas) e de menor controlo.

    Da minha experiência e investigação posso já dar algumas pistas sobre este tema:

    – em comparação com a publicidade nos meios de massas (tv, imprensa, etc) praticamente qualquer outra acção fica mais barata, contudo, a publicidade online assegura maior controlo sobre os gastos (pay per clic, pay per view, etc). na minha opinião a publicidade neste meio até é a solução menos interessante;

    – já algures li, talvez aqui, que este é um meio propício para a prática de relações públicas, pois trata-se da construção de relações ao invés da simples divulgação de notícias da empresa/marca/produto. de notar que uma comunidade virtual caracteriza-se por uma ou várias redes sociais, criadas espontaneamente, entre familiares, amigos, colegas e amigos dos amigos, colegas dos colegas, etc. são redes genuínas, feitas para pessoas e não para empresas. a forma de estar é diferente de em qualquer outro meio. nestas comunidades deve-se tentar conhecer as pessoas, ouvir, contribuir e participar nos comentários, ganhar confiança. o estilo é essencial pois deve-se encontrar um equilibrio entre o institucional e o pessoal, pois são sempre pessoas que escrevem e não robos. E para que serve tanto trabalho? Conhecer as pessas faz parte de uma inteligente pesquisa de marketing, segmentação, targeting, e posicionamento correctos, fundamentais para uma comunicação no ALVO.

    – os blogs são excelentes plataformas para disseminar mensagens, mas dificeis de controlar. Hoje perguntamo-nos muitas vezes se devemos ter um blog ou como utilizar os blogs dos outros. Bom, acredito que se deve começar por conhecer alguns blogs de interesse e os seus autores, participar nos seus textos com contributos genuinos, como se faria na vida pessoal. Depois de ganha essa confiança, os autores agradecem que recebam conteúdos interessantes no seu email que podem depois comentar no seu blog, desafiando os seus seguidores a comentar também. Uma ferramenta tradicional que ainda não sabemos utilizar correctamente, são as notas de imprensa. Na internet, a informação pode ser muito mais atraente, com o auxilio de imagens, videos e links para várias fontes, facilitando o reencaminhamento a outros. Os bloggistas agradecem!
    Criar um blog da empresa, também não é a mesma coisa que criar um site, os objectivos são diferentes. Just get out of the box.

    Numa altura em que os consumidores estão cansados e saturados dos media tradicionais e são albarroados contantemente com dezenas de mensagens plastificadas, a internet surge como uma oportunidade de contacto/relacionamento mais eficaz e eficiente. Mas não é fácil. Para estimularmos os consumidores, temos de ser mais criativos, fazer coisas diferentes, ser mais genuinos e falar ao nível das pessoas, coisa que as empresas ainda não sabem fazer.

    Não me atrevo a dizer porém que é mais barato, pois o investimento financeiro, humano e de tempo, tudo somado é capaz até de ser maior. Mas na minha opinião, é um investimento que vale a pena.

    cmpts
    Domingos

  2. Olá Bruno,

    Muito interessante seu post. Estou com a pulga atrás da orelha a esse respeito principalmente no que voce cita: “Sozinha, a fase de avaliação e planeamento requer um conjunto de conhecimentos e experiência que neste momento são bastante raros em profissionais de relações públicas.”

    Li um artigo do @briansolis com questionamentos parecidos, vou escrever um post em breve sobre o assunto, todavia o que chamou a atenção foi quando ele diz que: “…The Web, heightened with the proliferation of the read/write Web and the impending semantic Web, is forcing the integration of the “Public” back into Public Relations…”

    Há vários outros pontos onde a atividade de RP e a web “se casam” muito bem!

    Abs.

    1. Allan, há tempos falei com o Mário Andrade sobre um tema semelhante.

      Ele perguntava que ferramentas uso para avaliar um website. Indiquei-lhe o relatório http://efootprint.com/ uma auditoria digital.

      Por melhor que seja o relatório, não vale de nada se os dados não forem interpretados correctamente. E mesmo que as ferramentas utilizadas sejam maioritariamente gratuitas, isso não significa que um relações públicas as consiga usar e interpretar correctamente.

      É preciso que exista um método e que se compreenda as questões que surgem ao avaliar um website.

      1. Então Bruno, como voce e o Pereira citaram existem diversas formas de se obterem as métricas. Pessoalmente até hoje só fiz uso do google analytics.

        Entretanto na questão da metodologia, penso que dependa muito dos dados que se quer analisar. Ter uma metodologia única não me parece tangível, visto que como voce mesmo disse, são várias as questões (técnicas e humanas) que surgem ao avaliar esses dados.

        E sendo uma questão de se interpretar os públicos e os relacionamentos entre eles, bem, RP deve dar conta do recado…

  3. O google tem várias ferramentas que facilitam a vida a kk profissional que tenha de compreender, avaliar e promover um site: analytics, alerts, trends, só para dar alguns exemplos.

    Por exemplo com o analytics que é uma ferramenta muito completa e totalmente gratuita, podemos saber a origem das visitas, como chegaram até ao site (por exemplo, através de que palavras-chave no motor de busca, importante para quem quiser utilizar os adwords, ou redireccionados por outros sites) onde clicaram, por onde sairam, se voltaram, etc, etc, etc.

    Em relação ao “método” e apesar de já haver várias pesquisas no sentido de identificar os principais indicadores de avaliação de um site, penso que essa padronização tem que ser muito fléxivel, pois cada plataforma tem os seus objectivos e públicos.

  4. Quanto ao google analytics, ele é principalmente uma ferramenta de monitorização apesar de poder servir para a avaliação.

    Mas de facto a metodologia deve incluir toda uma série de factores.

    Não pode é ser demasiado flexível pois arrisca-se a perder todo o valor por não servir para comparações.

  5. estamos todos a falar de forma demasiado abstracta, começámos com as redes sociais e agora já estamos a falar de portais e na realidade são duas situações muito distintas. para começar é preciso perceber para que vai servir o site, dar-lhe objectivos e depois procurar como se podem alcançar.

    é claro que o design do site, tanto pela distribuição de informação, pontos de descanso, linguagem visual, entre outras questões de usabilidade, têm de ser bem definidas. nada se deve fazer ao acaso e há de facto vários indicadores comuns para qualquer tipo de site, que não nos compete a nós conhecer na exaustão, uma vez que existem profissionais para tal.

    em relação às comparações entre portais, penso que o essencial é procurar perceber como é que cada um se diferencia (posicionamento, imagem, cor, linguagem, tom, estilo, adesão, etc.) e ai não é a flexibilidade que dita a viabilidade de uma comparação.

    Mas talvez eu não esteja a peceber claramente o que se pretende comparar.

    1. Pereira, sim eu estou a falar de modo abstracto propositadamente.

      Porque não importa se estamos a avaliar um portal, uma rede, um blog ou um conjunto de websites diferentes. Tem de existir forma de os comparar-mos (na medida do possível obviamente).

      E eu estou a focar-me só na fase de análise e planeamento, por isso como profissionais de comunicação estratégica temos a obrigação de compreender as plataformas o melhor possível.

  6. Sim, depende da estratégia. Obviamente vamos medir o resultado de acordo com o objetivo proposto nela.

    Como em uma pesquisa, creio que a partir de indices seremos capazes de fazer leituras. No caso de redes sociais, a coisa muda de figura, pois entram fatores como a influencia que são mais complexos de serem interpretados e mensurados.

    Me corrijam se eu estiver enganado.. e de fato temos “a obrigação de compreender as plataformas o melhor possível.”

  7. Desculpem, ontem tive de sair para o S.joão. Para concretizar vou apenas assinar por baixo dos dois ultimos comentários. é fundamental perceber as plataformas para depois poder intervir, interagir, influenciar. é esta fase de conhecimento/análise que muitos ainda não concretizam, ficando depois sem perceber que resultados podem esperar ou porque não aparecem os resultados esperados.

    um bem haja

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