Não se metam com os bloggers…

Em Portugal, os efeitos da blogosfera notam-se principalmente numa área de negócios: o alojamento online.

Quando um blogger decide tornar-se mais dedicado, adquire o seu próprio alojamento e domínio. As empresas de alojamento investem principalmente em publicidade online. É mais barata, dirige-se mais facilmente a possíveis clientes e é mais fácil de medir o retorno.

E quando um blogger se sente lesado por uma destas empresas ? Desabafa com os amigos. E ainda por cima alguns são também eles bloggers. Eles comentam, acrescentam conteúdo e o que podia ter sido facilmente resolvido com um telefonema transforma-se num post sobre as razões de desagrado com a empresa X ou Y.

Eu já o fiz uma vez, e agora vejo já vi o apdeites passar por uma situação semelhante, e agora vejo um terceiro caso que envolve o letras com garfos. As empresas de alojamento e registo de domínios deviam ser as primeiras a implementar gabinetes de relações públicas, especialmente focados na imagem institucional online.

8 thoughts on “Não se metam com os bloggers…”

  1. Espere lá. Um momento, se faz o favor. A conteúdo da página 358 não foi escrito por mim! Aquilo é uma transcrição de post do Letras Com Garfos, de Orlando Braga. A nota de rodapé, no post transcrito no Apdeites, esclarece isso mesmo.
    De facto, passei por uma situação de conflito com o antigo “host” do domínio cedilha.com, não há muito tempo (página 348), mas são coisas e autores diferentes!
    Já agora, devo referir que – por ter reproduzido aquele post (358) no meu site – a empresa em causa diz que avançou com uma queixa-crime contra mim, por difamação, já que deixei ultrapassar o prazo que me “deram” para apagar o post e apresentar-lhes desculpas pessoais.

  2. bruno, não me leves a mal mas estás a ser demasiado optimista. pelo que li e ouvi dessas situações de…conflito, vamos chamar-lhe assim, a última coisa que essas empresas vão pensar é em implementar um gabinete de relações públicas. atenção – eu concordo contigo – apenas acho que estamos a lidar (não quero generalizar mas…) com pessoas cuja forma de gerir um negócio é de outros tempos, menos próprios e menos adaptados à realidade actual. mas eu, de facto, não tenho os gestores das PME em boa conta.

  3. Como eu te compreendo…

    Mas as coisas vão mudar e têm de começar por algum lado. Uma coisa posso dizer… já cheguei a preferir pagar mais só porque era bem tratado.

    Certo dia fui a uma loja de informática (muito conhecida online) e perguntei por RAM de 512 OEM. Mal olharam para mim, responderam “não temos, só kingston” de forma mecânica. Perguntei se podia encomendar ou reservar para quando tivessem e recebi outra resposta mecânica de quem não se ralava. Virei-lhes as costas e fui-me embora.

    Na altura eu não sabia que a Kingston oferecia garantia vitalícia. Se o empregado tivesse perdido dois minutos a falar comigo e se me tivesse dito isso, eu tinha pago a diferença sem pensar duas vezes.

    Agora imagina isto no contexto de serviços online. Se não existir um número de apoio, se do outro lado não te tratarem bem, por melhor que seja o serviço tu depressa procuras outro. Quando os gestores das PME’s começarem a perceber isto, começam a investir em profissionais de comunicação. (Ou Técnicos de contas que os ajudem a preencher a declaração de falência…um dos dois!)

  4. sem dúvida. no que diz respeito ao ‘online’, acho que a qualidade do ‘atendimento’ tem de ser superior à que se verifica no ‘mundo físico’, por uma questão de confiança e porque é, de facto, muito fácil encontrar alguém que nos sirva melhor. dou-te um exemplo: tive uns problemas com o meu portátil. no site da marca, criei um ‘caso’ onde expliquei o que se passava. fiz isto à noite. de manhã, tinha uma resposta. o computador foi para arranjar em França e três dias depois estava a recebê-lo. cliente satisfeito. mas paguei mais por ele do que o equivalente de outra marca.

  5. Ernesto, a versão ‘deles’ pode ser escutada numa conversa telefónica entre o dono da empresa de hosting e o cliente prejudicado. Não tenho aqui o endereço onde poderá descarregar o mp3 mas tenho a certeza que, se procurar, vai encontrá-lo com facilidade. Depois de ouvir a conversa, talvez perceba que (falo por mim) não estou a ir na onda só por ir – o gerente/dono da empresa de hosting demonstra uma enorme falta de respeito e de consideração pelo cliente, falta de profissionalismo (para não lhe chamar outra coisa) e de conhecimentos necessários para assegurar o normal funcionamento da empresa.

  6. O ponto principal da questão nem é saber quem tem razão, mas perceber como a blogosfera funciona.

    Um blogger é prejudicado, um segundo blogger decide ajudá-lo. Não importa quem tem razão, a imagem da empresa acaba sempre prejudicada.

    Se esse prejuízo não foi merecido então é altura de montar um gabinete de comunicação.

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