O espirito de comunidade na Blogosfera

Este post surge como resposta ao artigo do Bruno Miguel, no webtuga.com.

A proliferação do plágio não significa que não exista espírito de comunidade na blogosfera. Significa que existem pessoas que não se preocupam com os direitos de autor.

Às vezes pode ser algo tão simples como não conhecer as regras de etiqueta online. Outras pode ser plágio deliberado.

Mas não é difícil unir a blogosfera em prol de um objectivo comum. O combate ao plágio pode ser um desses objectivos. Da mesma forma, no dia a dia nota-se que os bloggers geram conteúdo lendo e comentando o que os outros bloggers escrevem. Isso não é indicador de uma vida em comunidade?

Há alguns eventos que atraem imensos bloggers. Depende é do tema de que se trata e desse tema ser ou não tratado em blogs. Curiosamente, quanto mais geek o tema, mais bloggers se encontram…

Os blogs hoje em dia são extensões do dia a dia. Existem amigos, inimigos e pessoas que nos são indiferentes, fala-se com todos e de vez em quando encontramos um que nos rouba as palavras. Só é plágio se ele as roubar por mal.

10 thoughts on “O espirito de comunidade na Blogosfera”

  1. “Só é plágio se ele as roubar por mal.”
    Acho que ninguém rouba por bem… E os bloggers roubam para tentar ter algum destaque, seja lá de que forma for.

    “Da mesma forma, no dia a dia nota-se que os bloggers geram conteúdo lendo e comentando o que os outros bloggers escrevem. Isso não é indicador de uma vida em comunidade?”
    Eu nunca disse que não havia comunidades. Disse que são pequenas, compostas apenas por “3 gatos pingados” (entenda-se 3 gatos pingados por uma pequena mostra do total).

    Até hoje, as únicas formas de união da comunidade blogger foram os temas quentes, tipo “Safe The Planet!” e “As Andorinhas São Nossas Amigas!” São temas sempre um pouco polémicos e que atraem visitas extra.

  2. Dá-se demasiada atenção e destaque a essas externalidades negativas. Sempre houve e vai haver quem e aproveite do trabalho e do esforço dos outros para se promover sem sequer devolver um pouco dos benefícios que recebe e a minha pergunta é se queremos realmente dedicar o nosso tempo e energia a esses imbecis?

    Acho que basta quando encontras algo teu plagiado enviar-lhe uma mensagem. Se a pessoa não agir, envias ao ISP e ao adsense, já que quase todos têm anúncios. Problema resolvido.

    Os que nunca citam as fontes e se apropriam de textos de outros sem créditos, talvez porque queiram dar de si uma imagem de inteligentes são talvez o pior. Sabes que aquele texto foi copiado, mas nao sabes dos outros 50, nem sabem a maioria dos leitores. E como o Google é cego a pessoa vai enganar muitas alminhas que por lá aterram à procura de informação.

    O que eu nunca confundiria era estas pessoas com a blogoesfera. Fazem parte dela mas são os chamados free riders – borlistas de ocasião. Qd surgir algo que renda mais, monetaria ou emocionalmente estão lá e deixam este poiso.

  3. Será que deixam? Espero que sim.

    Do meu ponto de vista temos vários tipos de plágio. Desde o gajo que copia o conteúdo integral, coloca um link no fim e não pensa mais nisso. Pronto, é mau mas não é tão mau como roubar o conteúdo sem dizer de onde vem. Mas torna-se péssimo se ele fizer isto sempre que o blogger em causa apresentar trabalho.

    Depois temos as citações. Já não contam como plágio porque estão bem indicadas ( geralmente…).

    Bruno, concordo quando dizes que os temas quentes unem mais os bloggers. E para alguns só valem pelo tráfego…

    Mas a guerra contra o plágio também e não leva a mais visitas. Pessoalmente, gosto de avisar outros bloggers que o conteúdo anda a ser roubado.

  4. “Dá-se demasiada atenção e destaque a essas externalidades negativas. Sempre houve e vai haver quem e aproveite do trabalho e do esforço dos outros para se promover sem sequer devolver um pouco dos benefícios que recebe e a minha pergunta é se queremos realmente dedicar o nosso tempo e energia a esses imbecis?”

    Todo o tempo e energia não, mas deve-se ter atenção. Há demasiados copycats pela blogosfera fora, para podermos ignorar o fenómeno. É triste, mas é verdade.
    Mas concordo contigo quando dizes que, quando aparecer algo que renda mais, eles mudam para essa novidade.

  5. Não deixa de ser curioso que esse artigo do Bruno Miguel esteja num Blog onde muitos artigos são meras traduções de artigos de Blogs em Inglês. Grande parte dos Blogs, especialmente na área da Tecnologia que se assumem como Blogs noticiosos, querem dar as notícias, não são mais do que isso, simples traduções de artigos em inglês.

    Claro que a fonte é sempre indicada, não se tratando por isso de roubo, mas o que é que um blog assim traz de novo para além do trabalho de tradução? Não será isto também a publicação de um blog a partir do trabalho de outros?

  6. Sérgio Rebelo, no meu blog estão textos da minha autoria, escritos com base na info que consigo recolher sobre eles. A maioria das vezes, só tenho um artigo como base, por isso não dá para fazer muito…

  7. Bruno, não quero com isto fazer uma crítica pessoal aos teus artigos nem ao Blog onde o teu artigo estava inserido, o WebTuga. O meu comentário é geral aos Blogs de notícias portugueses, especialmente de tecnologia, mas até podia ir mais longe e estender o comentário aos sites noticiosos e mesmo aos jornais que muitas vezes traduzem apenas notícias de outros jornais. Não raras vezes também vemos a mesma notícia em diversos jornais escrita da mesma forma citando sempre a Lusa como fonte. Isto é copy Paste. Isto é usar o trabalho dos outros. ISto é mau? Não necessariamente. Se os outros tiverem os devidos créditos, isto é só uma demonstração de como os outros são a referência. Os outros estão num nível acima.

    Acontece com os artigos do WebTuga como de muitos outrosa Blogs de Tecnologia, fazem uma selecção dos Blogs referência, o Engadget, o Gizmodo, o Techcrunch e outros e fornecem uma tradução desses artigos, como deixam o link para a fonte original, estes blogs acabam por fornecer dois serviços: por um lado a tradução destes artigos permitindo que não falantes de inglês possam acompanhar estas notícias, mas também uma selecção para os que não querem acompanhar todas estas fontes e querem apenas uma selecção sob um determinado ângulo.

    Não tem nada de mal e é positivo.

  8. Não foi interpretado como uma crítica pessoal. :)

    No caso da Lusa, eles têm um serviço quer permite a terceiros utilizar as notícias deles (se não estou em erro). Às vezes até compreendo que alguns jornalistas façam copy/paste dos artigos da Lusa porque, muitas vezes, têm n artigos para escrever e pouco tempo para todos eles. Já passei por isso e sei bem o que é não conseguir fazer tudo e depois termos o chefe a dar-nos nas orelhas, como se tivesse-mos culpa de não conseguir fazer montes de coisas em tão pouco tempo.

    Eu não sou a favor das traduções integrais, salvo quando há uma real necessidade. Não custa a ninguém usar a cabeça e escrever, quanto mais não seja, uma ou duas linhas de texto da sua autoria; ou até fazer uma selecção dos pontos considerados importantes e depois escrever um texto com base neles.
    No caso do Webtuga, havia um problema que eram as traduções integrais; agora, felizmente a coisa (tanto quanto sei) acabou (pelo menos no webtuga.com).

  9. Relato recebido por e-mail, rescrito:

    Depende dos supervisores mas geralmente não nos deixam fazer nada na sala do call center. Vi um colega meu a ler um livro discretamente e a ser agredido com um dossier. Outro levou um berro porque esticou as pernas ao lado da mesa.

    Comentário pessoal: Este género de incidentes num call center de apoio ao cliente é inadmissível. O trabalho de call center por si só já consegue ser desgastante. A última coisa que se quer é um supervisor a ter este tipo de comportamento e a criar um mau ambiente de trabalho.

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