O Marketing Relacional não existe!

Digo isto porque as funções que normalmente se atribuem ao “Marketing Relacional” envolvem objectivos que encontramos em muitas definições de relações públicas.

Encontrei um artigo de marketing relacional no site http://crm-recomenda-crm.blogspot.com que explica o que é CRM e como pode ser usado em modelos de e-bussiness. O artigo original data de 2002 e está disponivel no website do ISCTE, mas o post não foge ao que é dito.

Já escrevi sobre CRM mas não avancei uma definição do que considero significar. Limitei-me a colocá-lo como parte do marketing e das relações públicas. CRM pode ser uma ferramenta ou o todo o processo de recolha e aplicação de informação sobre o cliente. Como ferramenta, estamos a falar de uma base de dados ou de Software onde são registadas atitudes dos consumidores, individuais ou colectivas.

Quanto ao marketing relacional… Folheei novamente o Mercator de 1996 que ainda tenho aqui. O livro fala dos diferentes sectores que o marketing abrange. A informação acerca do consumidor é uma constante, especialmente no capitulo sobre Marketing Directo.

Os objectivos que o Mercator atribui às relações públicas são basicamente os que se atribuem ao “marketing relacional”, por outras palavras e com menor uso dos conceitos típicos do marketing.

Já mencionei várias vezes que o Marketing e as Relações Públicas são campos que se podem sobrepor. Falar em “marketing relacional”, “marketing de relacionamento” ou qualquer outro termo semelhante, é falar de uma estratégia de Marketing e Relações Públicas. Algumas empresas usam a ideia de “Marketing Relacional” como estratégia para tentar valorizar os seus serviços face aos concorrentes. Quem fica baralhado é o cliente, porque se tratam de coisas iguais através de nomes diferentes.

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