Oeiras Alive 2007, Relações Públicas para a CP

cp.pngNum evento que atrai tanta gente como o festival Oeiras Alive seria de esperar um reforço dos transportes. Não foi esse o caso. Segundo o que me relataram, a CP nunca reforça o serviço nestes casos. Desconheço as razões e este post trata mesmo disso: da falta de informação.

Nem se trata de uma organização alheia aos festivais, o que torna tudo mais estranho.

Os placards da estação de Algés tinham os mesmos horários de sempre. E estavam várias pessoas a tentar descobrir se havia efectivamente mais comboios após as duas da manhã.

A única alternativa estava nos autocarros da carris e na longa fila para os táxis. Não digo que a CP fosse obrigada a reforçar a oferta de transportes. Só os Acuso de falta de comunicação com o público, fosse por que meio fosse.

Geralmente, a tarefa mais comum nos gabinetes de RP é informar o público (seja interno ou externo). Tendo isto em conta, o gabinete de comunicação da CP falhou.

6 thoughts on “Oeiras Alive 2007, Relações Públicas para a CP”

  1. Podiam ter colocado um aviso na estação a informar quando partia o último comboio, por exemplo.

    Também teria sido interessante se aproveitassem para explicar o seu lado da questão: Porque é que não há reforço dos transportes ?

    Ao não informar, colocam-se em posição de desvantagem para receber críticas.

  2. ui, ui… caro Bruno, estás a tocar numa grande escola de RP em Portugal (professores Américo Ramalho, Rui Reis). És um blogger corajoso.

    Mas, de facto, se hoje em dia já há cartões de desconto em viagens de comboio para ir a alguns festivais de norte a sul do país, não se percebe que a ausência desse tipo de facilidades no Oeiras Live. Ou talvez se perceba, se atendermos ao facto de todos os festivais abrangidos pela Musicard serem produzidos por uma só produtora…

  3. Aproveitando a “posta” do Yggdrasil…

    E não houve culpas por parte produção do Oeiras…

    Isto é, quando existe este tipo de eventos é normal pedir parcerias/apoios..

    Até porque depois da parte do Oeiras Live poderia haver publicidade/acções se sensibilização para utilizar os transportes públicos (ex: Colocar os horários em vários pontos do Festival).

    Como não sabemos se o erro foi do Oeiras Live, da CP, de ambas acho que é grave estar a acusar a CP sem conhecer bem os factos.

    Isto porque caso a produção não tenha falado com a CP, não me parece que devesse ser esta a tomar a iniciativa de ir falar com a produção do Oeiras Live.

  4. No site do evento podia ler-se um incentivo à utilização dos transportes públicos.

    Mas tenham em conta que não se trata de descobrir quem é culpado.

    É um exemplo de falta de informação. A CP podia ter-se protegido divulgando melhor a hora do último comboio e frisando que não haveria reforço.

    Nem precisava de existir coordenação entre a CP e o Oeiras Alive, como comentou o Cláudio.

  5. Bem, sobre o Alive, não posso dizer muito. Mas posso falar do IndieLisboa e da parceria que este festival celebrou com a Carris – esta disponibilizou um autocarro (carinhosamente apelidado de IndieBus) para as deslocações entre o Forúm Lisboa e o Cinema São Jorge, de meia em meia hora. No entanto, da parte da Carris não houve qualquer espécie de informação disponibilizada aos utentes – ou, pelo menos, eu não a vi. A afixação de horários (nos cinemas/ website/ jornais) ficou a cargo da organização do Festival , pelo que pude apurar. Talvez tenha acontecido o mesmo com o Alive. Pouco importa. Acho que teria sido de bom tom, mesmo não havendo um reforço nos comboios/ alteração de horários, um maior cuidado no sentido de disponibilizar essa informação aos utentes. Até porque, digo eu, a maior parte dos que utilizaram o comboio para chegar ao Alive não é utilizador habitual do mesmo.

Leave a Reply