Powerpoints em Relações Públicas

Há sempre uma altura em que um Relações Públicas tem de fazer uma apresentação. Seja para ele ou para um cliente. Isto normalmente significa que ele vai recorrer aos slides (ou Powerpoints, conforme preferirem).

Já vi slides terríveis. Forrados de texto, difíceis de ler, com cores que destoavam, músicas que não tocavam ou imagens fora do contexto. O problema aqui nem era perceber como funciona o Powerpoint, era ter a sensibilidade para organizar o discurso, as imagens e as ideias.

Há três coisas que podemos fazer para melhorar as nossas apresentações:

  • Evitar Ler os Slides
  • Usar pouco texto
  • Apostar na simplicidade

Evitar ler os Slides

Temos de ter qualquer coisa para dizer que não esteja nos slides. Eles estão ali para ajudar a transmitir uma mensagem. Mas temos de ser nós a dar dinâmica a essa mensagem. Se todo o conteúdo que queremos transmitir for exibido num écran …o orador não está a fazer nada.

Usar pouco texto

Pode parecer repetir a ideia anterior, mas não é. Se estamos a apresentar uma lista com 3 colunas e 7 linhas, algo se passa. Podemos estar a falar de algo que complemente aquela informação, mas o excesso de texto já distraiu a audiência e causou desconforto.

Apostar na simplicidade

Eu gosto de coisas simples e elegantes. Seja design ou arte grunge. E acredito que os powerpoints devem seguir o mesmo principio. Tanto na mensagem como na apresentação da mesma. Animações excessivas distraem, sons pouco oportunos desconcentram e cores fora de tom também.

O meu truque para isto, é não gostar de powerpoints. Na faculdade adorava-os e usava com frequência. Tirava fotos de propósito, criava as imagens de fundo com Photoshop ou outro programa qualquer. Hoje, o que faço é usá-los como mero apoio ou último recurso. Se encontrar uma forma mais interactiva de transmitir a mensagem, até sou capaz de os dispensar.

2 thoughts on “Powerpoints em Relações Públicas”

  1. Sim ler o slide é horrível, até porque quando os slides têm muito texto a audiência lê os slides mas não presta atenção ao que a pessoa diz – ou vice versa segundo um estudo recente.

    Penso que estes dois posts de dois gurus complementam bem o teu artigo:

    sethgodin.typepad.com/seths_blog/2007/01/really_bad_powe.html
    blog.guykawasaki.com/2005/12/the_102030_rule.html

    (isto vai sem link não vá o Akismet zangar-se 😉 )

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