Um passo para a profissionalização das Relações Públicas, dizem eles

A Global Alliance anunciou, como um “passo no sentido da profissionalização”, a recente nomeação de João Alves Duarte para primeiro executive officer desta associação internacional de profissionais de relações públicas.

A notícia vem na revista Meios e Publicidade e teve reacção no Relações Públicas sem Croquete.

Já mencionei o tema da regulamentação do sector de relações públicas. Infelizmente não encontrei o post…

De qualquer forma, tenho vindo a notar que há muitos anúncios de emprego para Relações Públicas que se escondem em títulos de marketing. Isso acontece por várias razões. Uma delas é porque me parece mais fácil “vender” o curriculum de um marketeer, outra é porque há empresas que não distinguem entre as duas áreas.

Fiquei com esta ideia durante as últimas semanas, passadas a vasculhar os anúncios do blog Carga de Trabalhos e do Empregos Online.

Seja de que forma for, é possível que este panorama mudasse a favor dos relações-públicas com uma Associação de Profissionais de RP activa. Digo isto porque a APECOM e a ARPP estão adormecidas há algum tempo. Pelo menos eu não tenho encontrado qualquer registo da sua actividade.

Leio vários blogs brasileiros de relações públicas. E tenho a ideia de que o Brasil tem mais legislação de RP do que Portugal.

3 thoughts on “Um passo para a profissionalização das Relações Públicas, dizem eles”

  1. Uma boa noticia sem dúvida!

    Tenho um “desafio” pra ti e pra todos os frequentadores deste site. Em 1grdealgo.blogspot.com, no post sobre Borat, qual a melhor acção que um RP ou empresa de Comunicação poderia fazer, perante o imbróglio internacional criado pelo filme?

  2. Bruno,

    Em relação ao Brazil, é verdade. Eles têm uma legislação desde os anos 60 que como explica João Alberto Ianhez (Presidente do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas) em entrevista à revista PoRtraits nº 7 – que podem aceder via Associação Portuguesa de Estudantes de Relações Públicas e Comunicação em http://aperpec.googlepages.com – tem origem na ditadura

    «De 1964 a 1985 o Brasil é dominado pela Ditadura
    Militar, que buscou legislar sobre todas as áreas de
    comunicação social, objetivando controlar veículos e
    profissionais. Desta forma, foi promulgada a Lei nº
    5377, de 11 de Dezembro de 1967, que disciplinou a
    Profissão de Relações Públicas.»

    O Brazil (1967) é um dos poucos casos do mundo, juntamente com a Nigéria (1990), o Panamá (1980 e 2005) e o Peru (1990 e 2004) em que existe legislação específica sobre as Relações Públicas. Mais informação pode também ser encontrada no site da Global Alliance (www.globalpr.org > Regulation Study).

    Hoje em dia, após muito tempo em que se acreditou na auto-regulação como a melhor solução para o campo das Relações Públicas debate-se até que ponto a hetero-regulação (como os casos acima referidos) será de facto a melhor solução. Uma discussão recente sobre este tema está a decorrer em dois blogs internacionais (www.prconversations.com e reichcomm.typepad.com).

    Concordo com a necessidade de maior actividade por parte das associações e de facto é lamentável que ainda não tenhamos uma associação profissional activa para defender os interesses da profissão.

    No entanto, nem tudo é inactividade. Num encontro sobre o qual podem ler mais neste blog (http://rp_oestadodaarte.blogs.sapo.pt/) foi inclusivamente aprovado por todas as associações do sector um Manifesto para a Acreditação da Profissão de Relações Públicas em Portugal.

    Até breve,
    João Alves Duarte

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