Um Relações Públicas tem de ter duas vozes?

A pergunta veio do Francisco, foi meu aluno em Cabo Verde e fez-me parar um segundo para pensar e responder que “sim”.

Mas aqui não se trata de ter duas vozes para dizer coisas diferentes ou para ser menos honesto. Neste caso específico ele referia-se ao facto de toda a minha forma de falar mudar de um momento para o outro durante a aula. Pela simples razão de que não explicava a matéria com a mesma voz com que contava piadas ou exemplos mais cómicos, para tornar aquelas duas horas mais suportáveis para todos.

E mantenho a resposta de que um relações públicas tem de conseguir ter várias vozes. Por essa simples razão de que nos devemos adaptar aos contextos em que estamos a falar.

Mesmo a escrever.

Ontem, disseram-me que liam o meu blog e pensavam que eu tinha 50 anos. Mas não, na altura em que escrevo este artigo tenho metade. Mas no blog não uso, nem quero usar o mesmo registo com que escrevo ou falo noutros contextos. A minha voz no twitter também é diferente e isso não se deve apenas aos 140 caracteres.

Se por acaso estiver a trabalhar, seja directamente com um cliente ou com colegas de trabalho, o registo também muda. Não se trata de ser menos verdadeiro, mas de gerir as relações e as expectativas dos outros consoante os contextos.

Copyright foto acima pertence ao Pedro Moura Pinheiro

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