Visitantes ocasionais e leais

Paulo Querido mencionou a importância do arquivo de um blog para “pescar” visitantes graças aos resultados do google.

Não podia estar mais de acordo, mas acho que faltou ter um detalhe em conta. Até que ponto é que os visitantes que chegam a um blog via google são leais ? Ou seja, quantos desses visitantes regressam ao blog depois de encontrar o que procuravam ?

Estes visitantes lembram-se de marcar a morada nos favoritos ou de subscrever à feed RSS. Melhor ainda só se vierem a recomendar o blog aos amigos. A isto podemos chamar taxa de conversão ou fidelização. Claro que é bastante díficil medir este comportamento com a tecnologia que temos. (Mas é possível, apesar de ser pouco fiável)

Outra questão menos pertinente, é que o blog cai no ranking do google se ficar muito tempo sem ser actualizado.

Portanto, o arquivo de um blog é bastante importante por apanhar visitantes através do google. Mas destes, só uma pequena percentagem será fidelizada. Existem algumas formas de aumentar as taxas de fidelização, são as chamadas landing-pages.

Aliadas a um arquivo extenso, as landing-pages podem ser o factor chave para reunir leitores fieis. Podiamos ainda falar da linha editorial de cada blog, mas isso fica para outra oportunidade.

6 thoughts on “Visitantes ocasionais e leais”

  1. Bruno, obrigado pela menção. Eu colocaria a linha editorial do blogue e a capacidade dos do(s) autor(es) bem na frente para fidelizar a audiência. As landing pages (que uso, há bons plugins WP para isso) são mais um brinde ocasional permitido pela tecnologia e produzem resultados a aumentar o número de páginas por visitante — mas a fidelização é um pouco mais que isso: é o leitor regressar ao blogue noutra ocasião, lembrar-se dele. Marcá-lo algures com bookmarks ou tags. A landing page bem usada causa boa impressão, outro factor importante.

  2. Pois, Bruno, neste campo estou com o Paulo Querido. Creio que o que pode originar maior fidelidade a um blog são precisamente os conteúdos. Se são interessantes, apaixonantes, têm “clientela”. Se o não são, bom… podem tê-la à mesma, é certo, mas creio que por pouco tempo.
    Existe, no entanto, uma coisa engraçada e que creio ser um termo a ter em conta: a INTEMPORALIDADE DO BLOG. E por isto entenda-se a capacidade de um blog continuar a atrair visitas durante um determinadao tempo após a cessação de actualizações. Eles existem. São blogs que conseguiram ter artigos publicados e que, apesar de já não existirem, continuam a atraír visitas e leitura pela qualidade dos seus posts os terem tornado referência na matéria procurada.
    Enfim, qualidade. Creio que é urgente e necessária. E, se o não é, deveria sê-lo.

    Abraços,
    CJT

  3. Eu estou de acordo com os dois no que diz respeito à linha editorial e os conteúdos. Mas ai entramos na questão do que são bons conteúdos. Evitei abordar o tema por isso mesmo, falar de bons conteúdos leva sempre à mesma conclusão: os bons conteúdos são subjectivos e dependem consoante o blog.

    Por sua vez, a questão do arquivo que o Paulo Querido coloca, as landing pages, e a linha editorial. São tópicos mais concretos e que ainda não vi em debate.

  4. Eia, eu também não quero ir por aí, pela qualidade. A qualidade é um referencial em que duas pessoas se colocam de acordo (ou em desacordo, eheh). A qualidade é efectivamente subjectiva. O que há, é conteúdos que conseguem que mais pessoas os achem bons que outros.

    Já um blogue ter uma linha editorial definida é diferente. É eu saber o que ali vou encontrar. Saber que o autor tem esta e aquela posição e cavalo de batalha. Isso fideliza. Ao contrário, publicar a eito, seguindo a correnteza dos dias, num registo puramente diarístico é uma actividade louvável, sem dúvida, mas com menor potencial de captar uma audiência para além do nosso círculo de familiares e amigos. Nada contra: milhôes de pessoas gostam e mantém blogues desses. Estamos a falar dos outros.

    As landing pages, no meu entender, servem como antenas de captação de novas audiências. A maioria das pessoas toca-e-foge (pensem no vosso próprio comportamento quando procuram no Google). Muito raras usam as bookmarks, ou linkam. Mas as landing pages não dão trabalho, pelo que são cost-efective: um leitor angariado por mês é “lucro”!

    A importância das landing pages é maior no contexto geral de promover o blogue e os seus conteúdos, do que nos aspectos da fidelização.
    O mesmo se deve dizer dos arquivos de uma forma geral. São óptimos para ter audiências, mas não apostaria neles para formar o núcleo duro de leitores regulares, a chamada comunidade.

  5. Bom… claro que a qualidade é coisa relativa mas, em todo o caso, creio que devemos caminhar por aí. Tenha eu um blog pessoal, dos tais milhões de diários que por aí andam [e que são o grosso, o grande grosso da blogosfera], quer eu tenha um blog dedicado à análise da actualidade política, quer o blog seja simplesmente “de gajas” ou pornográfico, creio ser a qualidade a grande distinção que este pode ter. E por qualidade entendo uma apropriada gestão dos conteúdos, das fontes e, enfim, da credibilidade que consigo, bem como uma constante adequação da forma do blog ao tempo que vai correndo. No fim, creio que por entendo como qualidade de um texto não necessariamente o que provoca bastantes visitas nem o que provoca muita discussão mas o que, “revisto pelos pares”, se torna um artigo de referência.
    Naturalmente estes aspectos podem ter muito pouco a ver com o objectivo geral dos blogs, que se prende, grande parte das vezes, com a “conquista de mercado” e com a interactividade. Mas também isso é muito relativo. Telvez seja sintomático que os blogs apresentem agora, juntamente com os contadores de visitas, os contadores de leitores de feeds, de subscrições por e-mail, etc.
    Mas, como dizia, ao fazermos – se fizermos – um tal “artigo de referência”, podemos então esperar um período de visitas mais alongado no tempo. E, por fim, é evidente que há-que sabermos do que falamos. Remeto aqui para um post do Bruno, aqui ,mesmo no RP, o “Legitimidade de Opinião” [em http://www.brunoamaral.com/post/legitimidade-de-opiniao/%5D que refere isso mesmo. Talvez seja tudo uma única e mesma coisa.

    Quanto à linha editorial, essa é extremamente importante e creio [falando puramente do meu caso pessoal] ser o mais difícil de conseguir. Optar por um determinado estilo de apresentação e discussão das realidades actuais, especializarmo-nos num objecto e cumprirmos toda essa linha “disciplinadora” e, pelo menos para mim, extremamente difícil. Aos anos que ando por cá e ainda não o consegui.
    Por vários motivos: desde a súbita falta de interesse à manifesta incapacidade de continuar a explorar um assunto [que me parece um bom caso geral de causa de desistência], a acabar, obviamente, na falta de feedback. Nesse sentido, creio ser claramente importante a escolha acertada de uma linha e de um sujeito adequados ao autor e aos seus interesses e conhecimentos.

    Por fim, as landing pages. Realmente, não são elas que originam fidelização. Pelo contrário, creio que algumas serão confundidas com mais um site de links que não levam a lado algum mas, uma vez mais, tudo depende de onde vamos “aterrar”. No meu caso particular [que não tenho uma], estas fazem-me jeito de vada vez que vou a um site “credenciado” via Google personalizado [que uso bastante].

    E, por fim: alguém me pode dar indicações de motores de busca “menos generalistas”? E, já agora, plugin para landing page em Blogger? A mim fazia-me algum jeito tê-lo… enfim, o blog é escolar e uma página assim era capaz de resultar em termos de consulta…

    Abraços,
    CJT

Leave a Reply