Comunicação de Crise e Sátiras ao Magalhães

A notícia surgiu no Público, ecoou pelo twitter e pela blogosfera.

Mas o que eu achei interessante, foi que antes de tudo isto, a Flávia colocou no Noticiare um estudo de caso sobre a ford. E de facto podemos traçar um paralelo entre os dois casos.

No caso da Ford a comunicação foi iniciada pelo departamento legal e mal compreendida pelo receptor. O Ministério Público adoptou uma via semelhante, em vez de falar com o presidente da Câmara Municipal de Torres, optou por enviar um fax. No twitter, a ideia que ficou foi que se estava a proteger o Magalhães de uma sátira, quando na realidade a preocupação era a exibição do conteúdo do écran.

Mas enquanto a Ford tinha um relações públicas atento ao problema, o ministério público perdeu o controlo da situação e arrisco-me a dizer que perdeu credibilidade. Num cenário ideal a questão teria sido muito mais simples e devidamente comunicada. No fundo, estamos a falar de um mal entendido, de uma situação em que o ministério público não foi capaz de comunicar de modo eficaz.

Sou obrigado a discordar do Renato Póvoas no blog da Guess What PR, não se tratou de uma lição de buzzmarketing mas sim de um exemplo de má gestão de crise.

6 thoughts on “Comunicação de Crise e Sátiras ao Magalhães”

  1. Por um lado o Renato Póvoas tem razão, mal se ouviu falar dos outros carnavais no main stream. Por outro lado fiquei um pouco com a impressão de que "ora mandas tu, ora mando eu".

    Mas realmente tudo se teria resolvido se alguém tivesse dito expressamente que apenas bastava mudar a imagem no monitor.

  2. A minha razão para discordar é apenas a ideia de que ninguém deve ter decidido ir ao carnaval de torres como resultado do incidente. Não influenciou decisões, quanto muito deu mais visibilidade.

    Mas percebo bem o humor em torno do termo state marketing. Por vezes parece que o inverso também se passa…

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