O Geek 2.9

Há uns tempos mostraram-me o geek office slang. Onde se pode ler a descrição de Alpha geek.

Alpha Geek: The most knowledgeable, technically proficient person in an office or work group. “I dunno, ask Rick. He’s our alpha geek.”

Não discordo completamente. Mas não gosto da forma como o termo é usado. Nós ainda pensamos no geek como “o gajo dos computadores” e isso induz em erro.

Hoje em dia o geek já não se limita à tecnologia, nem nunca se limitou se pensarmos no assunto. E é importante ter isso em conta dada a influência que o nicho geek tem em toda a blogosfera.

O geek de hoje em dia interessa-se por vários assuntos, defende princípios de ética derivados do conceito de open source. São geralmente os primeiros a experimentar os novos canais de comunicação e a aplicar tecnologia de ponta no dia a dia.

E enquanto nós estamos a atingir o pico da web 2.0, o geek já é 2.9. Já está a tentar descobrir o que se segue e a preparar as bases de uma web de aplicações, informação fluida e tecnologia fácil de usar.

Neste contexto, a Maria João é geek, o Marco é geek, o Benjamin e o Pedro Cavaco, e o António Dias são todos geeks. E se repararem, não é por escreverem só sobre computadores. Abordam todo o tipo de temas e se formos ver, partilham poucas características. Sabem usar bem o computador e têm um blog. Não há mais nenhuma que eu me lembre…

A web é feita de nichos, de grupos que partilham ideias, valores e interesses. Mas esses grupos também mudam. Se queremos comunicar com alguém deste ou de outro nicho, devemos ter em atenção estas características colectivas e a forma como mudam. Sem nunca esquecer que cada individuo é diferente na forma como participa de um grupo.

E sim, eu sou geek. Mas da próxima vez que me derem a novidade, evitem gaguejar ao ouvir: “porquê?”.

5 thoughts on “O Geek 2.9”

  1. Eu cheguei à conclusão que é tudo uma questão de perspectiva.

    Por isso é que não me considero geek. Movimento-me num meio em que existem pessoas tecnicamente muitíssimo mais apetrechadas do que eu, essas sim, verdadeiras geeks.

    Mas, se o termo de comparação for a minha família, aí sim, sou o supra sumo do geek. E sou solicitada para tudo, desde mudar as horas dos vários aparelhómetros, até fazer sites.

    E mesmo dentro da minha família, há nuances. Até a minha mãe tem um bocadinho de geek. Tem Blog e tudo.

    É sempre uma questão de perspectiva :)
    Aliás, como tudo na vida (deu-me para a filosofia, agora).

  2. Boas.

    Ser-se geek ou não, já vi que é assunto que dá pano para mangas. É daquelas definições indefinidas. Penso, no entanto, que estes rótulos, dentro de um determinado contexto, podem ser limitativos e até redutores. Há quem prefira a liberdade, pura e dura.

    Bom artigo.

  3. Maria João, por isso mesmo, és a versão 2.9 que já não tem a ver com a versão tradicional.

    Aliás, por mim atirávamos o termo geek pela janela. Já me soa a antigo.

    Não sei é se um rotulo retira liberdade. Pode tirar é alguma margem de manobra, isso sim. Mas nada a que não se dê a volta.

  4. Eu vejo a coisa como o que é dito naquele livroTente imaginar como seria viver só com um olho, ou só com um pulmão, ou só com um testículo. Não será igualmente disparatado usar só metade do cérebro? 

    Porque apesar de tudo, ser-se Geek só por ser, é algo muito limitado.

    A ideia do 2.9, é muito bem conseguida 😉

  5. Geek, eu?
    No outro dia vi um episódio do American Dad em que o tipo tinha vergonha do filho por este ser geek (aka cromo)… Não sei se gosto de me ver como geek 😉

    No fundo, ser geek é como a MJoao diz, uma questão de prespectiva. Gosto mais da tua.

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