Pesquisa de Relações Públicas para a Web

A pesquisa de relações públicas mudou. Já não se limita ao clipping, aos inquéritos de opinião, à análise de conteúdo das caixas de sugestão.

a web tornou-se um mecanismo de comunicação em sociedade, entre indivíduos e entidades colectivas, como os governos e as empresas. Por isso é que estamos a precisar de novos métodos de pesquisa de relações públicas.

No caso dos blogs, a análise é difícil A melhor ferramenta que já encontrei para analisar os blogs, é o site technorati.com. Este site é um directório que analisa a influência de um blog, com base no número de link que este recebe dos restantes blogs. E se estão curiosos em saber qual é o blog mais influente do mundo, admirem-se

No campo dos directórios existe um equivalente português ao technorati.com, o site www.blogaqui.com. Só tem uns 400 blogs registados, mas tem potencial para ser equivalente ou melhor para nós que o technorati.com. Mais que não seja por ser lusófono.

Mas analisar os blogs não é só isto. Hoje em dia está a tornar-se popular a classificação de conteúdos através de tags. Isto quer dizer que em vez de dividir conteúdos por categorias ou outra classificação hierárquica, atribuímos uma ou mais palavras chave, de nome tags.

O technorati oferece a possibilidade de vermos uma “nuvem” dessas tags. Esta nuvem é como uma representação gráfica dos temas que estão a ser mais ou menos abordados na blogosfera. O tema das tags servia para mais um post, por isso não vou aprofundar muito. Pensem nelas como em análise de conteúdo aplicada à web.

A ideia das tags recebeu novo fôlego nas relações públicas com o aparecimento do conceito de freedbacking, introduzido por Chris Pirillo. A ideia é simples, é uma tag que indica feedback espontâneo.

Por fim, temos o google trends. É uma nova vertente do google onde podemos ver um gráfico com um ou mais termos de pesquisa, consoante o número de vezes que esses termos foram pesquisados. Se lançarmos uma campanha de publicidade,este tipo de ferramenta é um bom indicador de resultados. Especialmente se tivermos um concorrente directo com um termo de pesquisa completamente diferente, porque conseguimos saber se ultrapassámos a sua posição no gráfico.

Como sempre, existe um factor X essencial para que este tipo de pesquisa seja eficaz. É preciso saber o que é que merece mais importância e de que modo reagir às estatísticas. Se queremos lançar uma campanha de comunicação de web temos de saber interpretar estes dados e agir de forma pacifica. Por exemplo, tentar subir o ranking de um site no google minando a web com links desinteressantes é sempre má ideia. Por outro lado, optimizar o nosso website para que os motores de busca o indexem melhor é sempre louvável.

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