Vamos esclarecer as incompatibilidades entre o Jornalismo e as Relações Públicas

O caso já foi mencionado noutros blogs, tais como:

Mas acho que nos faltou a todos explicar o porquê desta incompatibilidade.

Dentro das relações públicas existe uma área de relações com a imprensa ou de assessoria de imprensa. Aqui, o propósito é transmitir aos jornalistas press releases e informação relevante. E como é normal, por vezes formam-se laços entre RP’s e Jornalistas. Uns porque precisam de notícias, outros porque precisam de fazer chegar a informação dos seus clientes ao público.

Alguém que passa de jornalista para Relações Públicas leva consigo uma agenda de contactos bastante valiosa. Seja o contacto de outros jornalistas ou até dos contactos que foi reunindo ao longo da carreira. Torna-se uma vantagem muito boa face aos relações públicas que fizeram o percurso académico e respectivo estágio.

Para publicar uma noticia ou reportagem, um jornalista tem de estar na posse da carteira profissional. Num caso extremo, um jornalista que esteja a exercer funções de relações públicas pode escrever noticias imparciais sobre os seus clientes.

Neste exemplo, o prejuizo principal é para a credibilidade do jornalista, como jornalista. De seguida, sofre a reputação do mesmo como profissional de Relações Públicas uma vez que tomou uma atitude pouco ética e que compromete a sua transparência.

Os clientes que contrataram o serviço também saem prejudicados pela má imagem que se gera. O próprio jornal ou revista também, fica com a sua credibilidade e imparcialidade posta em causa.

5 thoughts on “Vamos esclarecer as incompatibilidades entre o Jornalismo e as Relações Públicas”

  1. Já pensaste que esta poderá ter sido uma forma de gerar atenção :) que obteve um pouco mais de atenção do que o previsto (quem o fez pensaria que a noticia iria ficar pelos bares de jornalistas)?
    Ou então há uma gralha, mas o que eles querem é alguem que exerca e coloque a carteira profissional de lado (whatever ) para esta função.

  2. hmm, é capaz. Aceito a possibilidade mas acredito mais que tenha sido falha ao explicar os requisitos.

    Do que tenho visto, as instituições sem fins lucrativos não costumam optar por manobras de publicidade ou divulgação.

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